Impressora fiscal ajuda a contabilidade das empresas

O uso da impressora fiscal permite maior controle das vendas

A impressora fiscal está presente nos caixas de nove em cada dez empresas na área de comércio. Apenas o mercado informal fica fora desta estatística. Segundo a legislação brasileira, ela é obrigatória por permitir o controle por parte do fisco do faturamento de cada estabelecimento comercial no território nacional. “Ela é uma importante ferramenta para combater a sonegação de impostos, por questões técnicas, a impressora fiscal é a melhor forma de controle por parte do governo”, informa o contador Heitor Rocha, especializado no atendimento a pessoa jurídica.

impressora fiscal epson

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A impressora fiscal é um equipamento de pequeno porte instalado em um PC e coordenado através de um aplicativo especifico para seu uso. Por outro lado, a instalação e manutenção do periférico é restrita aos técnicos credenciados junto às secretarias da fazenda, eles também são os responsáveis pelo cadastramento do equipamento junto ao posto fiscal da área. “Esse forma de trabalhar restringe as chances de fraude e garante a segurança das informações”, explica Heitor. “O Estado tenta se proteger de todas as formas”.

Para os contadores e proprietários dos comércios, a impressora fiscal fornece o mesmo relatório pelo qual o faturamento da empresa será tributado. “O tal relatório recebe o nome de redução Z, ele é uma representação física das informações contidas na memória do aparelho, e contém o total da movimentação financeira de cada dia. Ele permite um controle maior e é ideal para os empresários que não têm um rigor tão grande nas suas operação cotidianas”, orienta o também contador Rodrigo Brasileiro. “Qualquer problema ou erro nos números podem render pesadas multas e restrições futuras para a empresa”.

A impressora fiscal é um equipamento inviolável do ponto de vista de segurança. Uma cópia de cada operação registrada naquele terminal é armazenada em sua memória fiscal. Cada registro recebe uma numeração cronológica e sequencial. “A única forma de acesso aos registros é a leitura de seus dados. Não dá para apagar ou modificar as informações”, complementa Rodrigo.

A presença de uma impressora fiscal, e o seu consequente cupom, traz um benefício inesperado: a confiança do cliente. “Trabalho com equipamentos de informática, uma área que normalmente oferece garantia, e que os produtos podem apresentar falhas. Se não seguíssemos todas as normas estabelecidas pelo poder público, eu teria com os consumidores a mesma credibilidade que um vendedor de rua. E quem hoje em dia compra aparelhos eletrônicos com eles?”, diz o comerciante Pablo Yamamendes, dono de uma loja na região da Santa Efigênia, polo de vendas no centro de São Paulo. “Ao entregar o cupom fiscal ao fim da venda, mostramos ao cliente a idoneidade da nossa empresa, e que ele pode ficar tranquilo ao negociar com a gente. As empresas, em especial, só trabalham com quem também tem tudo me ordem”, completa Pablo.