Impressora de etiquetas agiliza atendimento em hospitais

A impressora de etiquetas, além de poupar tempo, evita erros nos prontuários

Com as letras ilegíveis dos médicos, a impressora de etiquetas se tornou item fundamental na logística dos hospitais nos últimos anos. Em todo o país, em clinicas públicas ou particulares é normal haver filas de espera para atendimento. No estado de São Paulo, a maioria dos hospitais também apresentam esses problemas, mas a implantação de sistemas cada vez mais completos e medidas simples como a etiquetagem dos prontuários, melhorou em muito a qualidade dos serviços prestados e diminuíram as filas.

“Ter um bom computador para fazer o cadastro com rapidez e uma impressora melhora muito o nosso trabalho. Mas a ideia da impressora de etiquetas foi fundamental para os processos internos serem mais seguros e práticos. Quando fazemos a ficha do paciente, anexamos uma série de etiquetas com seus dados, um código de barras, e o nome do médico que vai atende-lo. Essas etiquetas são usadas em pedidos de exames diversos. Basta o médico imprimir em seu consultório a solicitação de um raio x ou exame de sangue, por exemplo, e colar a etiqueta com os dados do paciente e assinar”, conta a atendente Mônica Rios.

impressora de etiquetas hospital

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Sem a impressora de etiquetas, todos os dados de cada paciente tinham de ser escritos no pedido do exame, ou digitados novamente. “Imagine esse processo sendo repetido a cada atendimento em um plantão de 12 horas, eu passava mais tempo escrevendo do que clinicando”, conta o Doutor Murilo Haddad. “É engraçado como coisas simples podem fazer tanta diferença. Agora eu deixo as cartas de exames prontas e faço pequenos ajustes quando necessário, é uma forma de oferecer um serviço melhor para as pessoas”, complementa o Doutor que atende em um hospital público na grande São Paulo.

Em um estudo realizado pela consultoria Argyll & Clyde, a pedido do governo do Reino Unido, mostrou que apenas 15% dos pedidos de exames estavam com todos os dados corretos quando realizados de forma manuscrita. Mesmo com tantos erros, o preenchimento manual ocupava entre cinco e seis horas semanais. “Era quase como se o médico fizesse um bico como um escritor ruim enquanto atendia os pacientes”, brinca o Doutor Murilo.

Outro ponto em que a impressora de etiquetas é fundamental em um hospital são as pulseiras de identificação. “Este é um ambiente em que a segurança é fundamental, por isso cada visitante deve estar devidamente identificado”, diz a atendente Mônica. Um fato pouco conhecido do público em geral é que aquelas pulseiras populares por identificar quem tem acesso aos camarotes e áreas vips em festas, na verdade, são criadas com uma impressora de etiquetas especial. E além do controle de segurança de acesso ao hospital, essas pulseiras são vitais em internações.

“Usamos a impressora de etiquetas para criar a identificação dos pacientes, mas mais do que seus nomes, as cores das pulseiras nos mostram de forma visual outras informações como se o paciente é diabético, alérgico a determinado medicamento ou está com alguma doença contagiosa. Isso é importante porque em muitos casos, o paciente pode estar impossibilitado de falar ou dormindo no meio da noite. É uma forma de prevenir erros”, explica a enfermeira Cristiane Rocha.