Bibliotecas apostam em monitor touchscreen para disponibilizar conteúdo digital

Com o monitor touchscreen os usuários têm muito mais liberdade de acesso aos acervos

O monitor touchscreen é uma forma simples e interativa de organizar o acesso aos arquivos digitais, e todas as áreas têm se beneficiado de suas qualidades. Há muito tempo, as bibliotecas deixaram de ser depósitos de livros, aquele espaço empoeirado em que o aluno se sente o Indiana Jones em uma missão para encontrar o livro perdido.

“Equipamentos, como o monitor touchscreen, têm sido importantes para o setor de bibliotecas se modernizar nos últimos anos. Temos que nos ver como um acervo de informação acima de tudo, independente da mídia, seja ela nos livros, revistas, jornais, vídeos, filmes em formato físico original ou digital. E temos de dialogar com cada geração de uma forma. Não ter o preconceito de se adaptar ao antigo e ao moderno. Ainda existem pessoas que preferem o livro físico, outros já gostam mais de leitores digitais, como o kindle, o importante é ler acima de tudo. Por isso, contamos com o monitor touchscreen para disponibilizar conteúdo”, conta o Professor de língua portuguesa e biblioteconomista Reginaldo Martins.

monitor touchscreen

O monitor touchscreen é apenas uma nova forma de relação com os usuários. A maioria das bibliotecas já contam, desde o século passado, com outras formas de conteúdo além dos livros. LPs, CDs, Slides, Fitas VHS, DVDs, tudo isso e muito mais, sempre fez parte da coleção de escolas, universidades e bibliotecas públicas. O computador e o acesso à internet também se integraram à estrutura das salas de leitura. E este foi o primeiro passo para que os frequentadores pudessem pesquisar de forma rápida e livre as informações.

“As bibliotecas se caracterizam como um grande centro de informação e referências. E tudo que é tão grande assim precisa de muita organização, e os caminhos corretos, ou melhor, atalhos, para chegar ao conhecimento que se procura. Nesse caso, temos no monitor touchscreen tanto uma ferramenta de busca, para encontrar um livro, ou outro item qualquer, na imensidão de corredores e estantes, e uma plataforma de acesso direto ao conteúdo online. Uma característica importante do acesso digital, é a possibilidade de se consultar outras fontes de informação de forma mais rápida, como um dicionário, ou outra publicação, tudo fica a um toque no monitor touchscreen”, conta o pesquisador Doutor João Paulo Ignolle.

Segundo o professor Reginaldo, é importante que quem administra as bibliotecas reveja conceitos e que mudanças para se adaptar aos novos tempos e atrair público são fundamentais. A internet é uma boa fonte de pesquisa, mas ainda há pouco conteúdo digitalizado que possa substituir por completo as bibliotecas, e que investir no monitor touchscreen e outras ferramentas tecnológicas é uma forma de estar em contato com a sua época.

“Quem sabe no futuro, teremos bibliotecas holográficas, que possamos acessar um acervo totalmente virtual, mas com a mesma qualidade que temos nas estruturas físicas de hoje. É um sonho distante, mas como dizem, o sonho que sonhamos acordados podem virar realidade”, brinca o professor.